domingo, 17 de agosto de 2008

Insólito

www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080816/not_imp224871,0.php

Ok ok, sei que ninguém vai ler essa notícia, alguns por vir do "Estadão", outros por pura falta de vontade, então explico aqui o que diabos é ela e pq coloquei o link aqui.
Antes de ser uma notícia, essa é uma coluna, do meu escritor favorito, Marcelo Rubens Paiva (os livros desse cara influenciaram minha adolescência, desde antes de eu ser adolescente rsrs). Basicamente ele fala, nessa crônica, sobre taxis adaptados para cadeirantes e, no final faz um questionamento crucial:
"O problema é quem fiscalizará o serviço por aqui. Há muitos interesses em jogo. E o senhor sabe muito bem: quem mais emperra as iniciativas para o bem comum são grupos estabelecidos dentro da própria Prefeitura. Uma licença de táxi em São Paulo custa em média R$ 80 mil; do ponto de Congonhas, custa R$ 250 mil. A iniciativa é para servir a taxistas ou cadeirantes?"
Antes disso ele comenta que a SMT (Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo) deu uma "boicotada" nos ônibus adaptados para cadeirantes, que já vem com piso central rebaixado.
Confesso que já ofendi muito a mãe de quem projetou esses ônibus, pq sou estabanada e várias vezes eu levei quase tombos neles, principalmente com malas pesadas, mas entendo a importância e a praticidade desse ônibus, onde ao invés de uma plataforma meio complicada de operar, simplesmente o cobrador abaixa manualmente uma rampinha pro cadeirante entrar no ônibus.
Pensando nisso foi que eu me toquei de algumas coisas estranhas sobre a minha cidade [Jacareí], aqui desde 2004 (se não me falha a memória) temos ônibus adaptados para cadeirantes, mas era somente numa linha, a do meu bairro, que graças aos céus, cruza a cidade, somente ano passado eles ampliaram a utilização desses ônibus pra mais três ou quatro linhas, mas aqui é o único lugar do universo em que, mesmo se o ônibus estiver tão lotado que o pessoal está saindo pela janela, ninguém abre a porta de cadeirante (que fica no meio do veículo) pro passageiro descer.
Ano passado a empresa que liga Jacareí a São José dos Campos implantou ônibus adaptados também, o que já não era sem tempo! Neles, sempre que é necessário, o motorista abre a porta do meio [por onde os cadeirantes entram e saem] para qqr passageiro. Dentro de São José também tem alguns ônibus adaptados e os motoristas também abrem a porta do meio qd necessário.
Lá em São Paulo é mega comum abrir a porta de cadeirante, na verdade, em alguns ônibus (principalmente esse da rampinha) ela é a única existente. Na USP, os circulares adaptados abrem todas as portas (isso se o motorista parar pra vc entrar hehe)
Agora alguém pode me explicar pq maldito motivo aqui isso não acontece???
Também, do que é que eu tô reclamando? Essa cidade é tão boa que até o prefeito mora na cidade vizinha ¬¬* [sério mesmo]

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Um simples tchau

Dia 23 um grande amigo vai viajar, não é coisa de 3 dias ou algumas semanas, serão anos fora. Um doutorado pra ser mais específica.
Aqui comigo vai ficar uma saudade brutal.
Ele é uma daquelas pessoas de quem eu sempre me lembro quando alguma coisa legal acontece, porque eu preciso contar as coisas legais pra ele.
Ele faz meu coração bater mais rápido quando eu abro o MSN e vejo ele ali. Muitas vezes, mesmo quando aquele ícone está verdinho, sem marcas, quase pedindo para receber um duplo clique, eu não faço e nem falo nada, apenas contemplo, geralmente porque não tenho algo legal para contar, então prefiro ficar quieta a falar das coisas não legais.
Vai demorar um bocado para revê-lo e eu até gostaria de um "Bota Fora II - A Missão", mas sei que ele é tão atencioso com todos que fez o Bota Fora meio longe da data de partida para que nós, que estudamos meio (alguns muito) longe, pudéssemos participar.
Por mim eu o manteria juntinho, pra poder abraçar trocentas vezes, mas sei que você está indo conquistar mais um pedaço do seu sonho, do seu destino, por isso te abençôo, meu querido amigo.

"Que o caminho seja brando a teus pés,
O vento sopre leve em teus ombros.
Que o sol brilhe cálido sobre tua face,
As chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
que os Senhores te guardem nas palmas de Suas mãos"


Boa Viagem Pinguim Feliz, vou sentir saudades!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O céu é azul, mesmo quando chove

E no final das contas, de tanto nervosismo e gastrite atacando, consegui chegar no museu tranquilamente.
O estágio é legal, as pessoas são legais e, honestamente, ali parada, com o museu as minhas costas e olhando os jardins e o monumento a independência ali na frente, aquele sol paulistano da tarde e um ventinho gostoso pra amenizar, senti os olhos encherem de lágrimas e só pensava uma coisa "consegui".
Venci mais uma etapa pra conquistar meus sonhos, pensei que um estágio no Museu Paulista seria impossível, que atuar na minha área favorita da história era um mero devaneio, mas não, eu consegui.
Ano passado me superei pra vencer dificuldades que a menina de dois anos atrás achava impossíveis. Contei centavinhos pra passagem de ônibus, qd só dava pra pagar ela ou então passar fome o final de semana inteiro (por falta de bandejão), chorei de saudades de casa, dos amigos e do namorado, falei pra mim mesma que era melhor desistir, pra depois levantar a cabeça e seguir em frente. Bati de frente com guardinhas e porteiros da faculdade, briguei com assistente social e preenchi fichas e mais fichas pra levar porta na cara no final delas.
Agora, bom, ainda tenho grandes desafios, entre eles lidar cotidianamente com pessoas bem diferentes de mim (as meninas aqui da república) e com um relacionamento que se torna cada dia mais sério (e por isso mesmo mais assustador), mas agora estou mais calma, já consigo respirar fundo e não falar que vou desistir quando as coisas apertam. Ainda conto os centavos pra pegar ônibus e ir pra casa, ou recarregar o bilhete único, mas pelo menos a partir desse mês, vou contar os centavos que eu mesma estou ganhando, não posso dizer q com meu suor (se bem q em ônibus lotado...), mas pelo menos com a minha massa encefálica e numa coisa que eu amo.

E olhando hoje pra tudo o que eu fiz ano passado, desde as coisas boas até as cagadas master, vejo que só posso agradecer, por um novo relacionamento com meus pais, por um namorado que é um mega companheiro e por amigos que (perto ou longe) me incentivaram a conseguir sempre mais.

P.S: Qt a Sta Rita...bom, isso fica pra outro post q esse aqui já ta comprido demais!


quinta-feira, 31 de julho de 2008

A mil por hora

Semana complicadinha mas muito gostosa!
Alguns medos que preferi não compartilhar com namorado, mas que no final deu tudo certo, Graças aos Deuses!!!
Ter que vir pra São Paulo ontem, num calor do caramba, mas ainda assim foi bom, de frio, basta Sta Rita! Que por falar nela, tenho que contar como foi né? Dias inesquecíveis e não contei pra ninguém exatamente como foi...muito estranho isso vindo de minha pqnina pessoa!
Mas voltando a mini-odisséia de ontem, foi engraçado, descer no Tietê, recarregar o bilhete único (abençoada sptrans que liberou algumas cotas pra Julho, senão eu morria em sei lá qts reais, com certeza mto mais do q podia gastar) e pegar o "bendito" 107T - Jaçana/Cidade Universitária, quem conhece sabe, esse ônibus é uma loteria, ele vai pela Rua Augusta, então tem dias e horários em que ele é uma belezinha, chega-se na Cidade Universitária rapidinho, mas tem dias...eu já jurei que ia morrer de velhice num desses ônibus, qd aquela Augusta para, pqp, parece que o mundo inteiro parou junto!
Mas voltando (eu divago tanto...), descer na Ipiranga, pegar o primeiro ônibus que passasse pela Consolação e lá pegar um ônibus que viesse aqui pra casa (integração do bilhete único é a melhor coisa hehe), daí vai a Tamy, com a pqna mala com todas suas roupas e para um Pq Continental, pq falaram que esse ônibus para aqui perto, sorte q eu perguntei pro cobrador e descobri que existe mais de um Pq Continental e q só um para aqui, felizmente dps disso eu peguei o ônibus certo, quase levando um estabaco pra entrar nele hehe
Depois lá me fui, pra USP, querida e amada, andar feito uma camela, do banco pra reitoria (aliás, aqui vale dizer uma coisa, não tem essa de q o povo q trabalha na reitoria é mal educado não! Todo mundo foi super gentil e atencioso comigo, me orientando como chegar na pro-reitoria q eu procurava, mas isso pq eu fui gentil com todos, é aquela velha regrinha que minha bisavó já anunciava "respeito gera respeito!", de lá me encaminharam pra Administração da FFLCH (minha unidade) e quem disse q eu sabia onde ficava? Huahuahua deve ter sido hilário me ver caminhando com cara de perdida procurando a bendita, sorte que eu encontrei um guardinha, q tava mais perdido q eu, mas que me ajudou a lembrar que a FAU era na rua acima da qual eu tava...sorte tbm q eu reconheci uma escadaria que vai dar na Química e não subi, pq num primeiro momento até pensei q fosse dar na Administração!
Depois disso tudo finalmente fiquei livre pra voltar aqui pra casa, um bagacinho, mas voltei hehe
E agora, lá me vou, enfrentar um transito caótico pra ir até o Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga pros não íntimos), onde eu nunca coloquei os pés, mas onde arrumei um estágio (acho q por má divulgação do programa, pq honestamente, meu currículo é péssimo hehe).
Se alguém ler isso, torça por mim, agora se for mais de 14hs do dia 31/07/2008, aguarde o próximo capítulo, contando como foi a apresentação e o treinamento inicial ;)

sábado, 19 de julho de 2008

Tem coisa que é só comigo mesmo...

Tem gente que consegue me fazer sentir uma total idiota.
Eu nem conheço de verdade a pessoa, tenho um bom motivo pra detesta-la e mesmo assim sempre que penso nela desejo tudo de bom, coloco todos os meus pensamentos positivos na direção dessa pessoa, mesmo ela cobiçando quem eu amo, tudo isso pra quê?
Pra ler merda e mais merda. Pra descobrir que essa pessoa me detesta, não vai com a minha cara, mesmo sem motivo.
Tem horas em que eu realmente amaldiçoo esse meu lado bruxa e tudo o que vem com ele, inclusive essa determinação de só desejar o bem pras pessoas...mas a Deusa é generosa e tudo o que eu desejo vai voltar, além do que, raiva envelhece e amarga o coração!
Mas que eu tô me sentindo uma pateta, ah isso eu tô!

Ouvindo: Underneath Your Clothes - Shakira

terça-feira, 1 de julho de 2008

Um Conto de Samhain

Samhain já passou, mas esse conto é tão lindo que não posso deixar de posta-lo =)

Um Conto de Samhain
Autor: desconhecido

Lyla sentou-se no chão e olhou para o céu claro, limpo e estrelado. O reflexo da Lua cheia na água fez Lyla pensar numa pérola. Redonda e branca... mas logo as crianças chegaram, e sentaram ao seu redor, interrompendo seus pensamentos.
Sorrindo, Lyla olhou para cada uma deles.
"Comecemos? Vou contar para vocês a estória de como o Cornudo se sacrifica todos os anos para garantir força à Grande Mãe, para que esta possa vencer o frio do Inverno. Estão prontos?"
As crianças acalmaram-se para ouvir Lyla.
"Não foi a muito tempo que aconteceu. O Sol sumia no Oeste, e as aves noturnas já deixavam seus ninhos, umas ameaçando cantar. Debaixo das árvores, correndo para suas tocas, os pequenos animais apressavam-se, fugindo do frio cortante que se faria presente em pouco tempo. Aquela era a época do Cornudo, e só as criaturas mais fortes sobreviveriam a inverno tão rigoroso.
O Sol baixou, baixou, até que só se via uma fina linha de separação entre céu e Terra no horizonte, e tudo ficou avermelhado, com um ar mais mágico. E então, a luz se foi. A Lua estava crescente no céu, e um vento gelado começou a correr por entre os troncos seculares das árvores. Ouve-se, agora, o som de uma flauta...som tão límpido e cristalino, que a superfície do lago, antes parada, tremulou ao som da melodia alegre.
Todos os animais da floresta pararam para ouvir o som da flauta, e mesmo as aves noturnas cessaram seu canto orgulhoso. E por entre as árvores, a flauta se fez ouvida em toda a floresta. E mais nada, além do som doce da flauta. Atravessando o lago, um pouco depois do Grande Carvalho, estava a fonte de tal encantamento. Sentado numa pedra coberta de limo, balançando ao som da flauta de bambu, um ser robusto, com tronco e cabeça de homem, pernas cobertas de pêlo, cascos de cavalo e grandes chifres pontiagudos.
Observava a donzela que dançava ao som de sua música, logo à sua frente. Tinha longos cabelos claros, lisos, que escorriam até a altura da cintura.Os fios sedosos acompanhavam os movimentos da dança, pés habilidosos moviam-se descalços sobre a grama. A Deusa nunca havia estado tão bela quanto naquela noite.
Os dois brincavam nus, na noite fria da floresta, e alguns animais se juntavam ao redor da clareira. Cansada, a Donzela sentou-se, e olhando para o Cornudo, esperou que a música acabasse.
Quando o Deus afastou a flauta de seus lábios, as figuras dos animais e da Donzela desapareçam...meras lembranças. A Deusa agora recolhia-se grávida no Mundo Subterrâneo, guardada por seus familiares, pronta para dar à luz dentro de tão pouco tempo. Era necessário que o Sol Novo nascesse. O Cornudo levantou-se com tristeza e caminhou até o lago, para observar seu reflexo.
Já estava velho e fraco, mas ainda continha grande energia... energia necessária para que a Deusa agüentasse o parto que se seguiria em menos de dois meses. Já não podia continuar a viver... a Terra precisava de seu sangue, e o Sol Novo de sua energia. Um grito ecoou em sua mente: a Deusa sofria. Aquele era o momento certo. O Cornudo olhou para os céus, e olhando para a mata, despediu-se de sua casa. Tambores rufaram quando Ele ergueu suas mãos e pronunciou as palavras secretas. Houve uma explosão, e Ele desapareceu.
Aqui, numa clareira nas montanhas, já distante da floresta, ouviam-se os tambores de guerra. Uma música rápida e repetitiva tornava o ar agressivo.Também com uma explosão, o cornudo surge no centro do círculo, um olhar decidido em seu rosto.
O Velho Cornudo tinha agora em suas mãos uma adaga ritual, e quando Ele alevantou apontada para seu peito os tambores cessaram.
Cernunnos fechou os olhos, e o momento se fez silencioso...aqueles segundos duraram milênios.
O Cornudo levou a adaga a seu peito, e os tambores voltaram a tocar.
Quando a lâmina fria rasgou a carne do Deus, não houve um grito, sequer um sussurro de dor, apenas o som do sangue derramando-se sobre a terra. O Cornudo ajoelhou-se, com calma em seu olhar. Com as próprias mãos, abriu a ferida para que os espíritos recolhessem o sangue.
Quando o círculo tornou-se silencioso novamente, e todos os espíritos partiram, o Deus deitou e virou-se para as estrelas, e esperou que a paz voltasse a reinar sobre a floresta. Ainda sentia o sangue escorrendo para fora de seu corpo e regando o círculo sagrado em que repousaria para sempre.
E do solo, ou talvez de lugares além das estrelas mais distantes, elevou-se um cântico, murmurado e pausado...talvez fossem as pequenas criaturas do subsolo, ou ainda as estrelas, despedindo-se de seu Deus.

"Hoof and Horn, Hoof and Horn
All that Dies Shall be Reborn.
Corn and Grain, Corn and Grain
All that Falls Shall Rise Again."


O Cornudo morreu sorrindo, sabendo ser a semente de seu próprio renascimento. E Ele pode sentir sua energia retornando ao útero da Grande Mãe, que agora deixava de sofrer.
Os espíritos, então, romperam a barreira entre os dois mundos, e caminharam por sobre a Terra, espalhando o sangue e a força do Deus, para que pudéssemos sobreviver através dos tempos difíceis que se aproximavam."
Lyla limpou uma lágrima que escorria de seu rosto. As crianças ainda ouviam atentas.
"É por isso que os espíritos vêm ao nosso mundo nessa noite tão escura. Eles trazem consigo um pouco do sangue do Deus Cornudo, que só renascerá no Solstício de Inverno. Trazem conselhos, proteção e promessas de que nos irão guiar durante todo o período escuro do ano. Devemos, portanto, saudar os espíritos, porque, sem eles, a semente do renascimento não seria espalhada.
Agora vão para a Casa Grande, vamos começar o ritual."
Lyla deixou que as crianças corressem na frente em direção à Casa Grande. Parou no meio do caminho, e deixou que seus ouvidos escutassem os sons do além. E de algum lugar chegou aos ouvidos de Lyla um cântico..."Hoof and Horn, Hoof and Horn..."
E Lyla caminhou para a Casa Grande.

Fonte: Santuário das Trevas


terça-feira, 17 de junho de 2008

Descarrego pra não explodir rsrs

Tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo...situações que eu não posso controlar, fico me repetindo isso todos os dias, que certas situações eu não posso controlar e que preciso entender isso de uma vez por todas pra não tentar ficar doida.
Afinal, se eu pudesse controlar mais as coisas, teria mais tempo com Othon e, ao mesmo tempo, mais tempo para estudar direito, reduziria meu tempo no trânsito e aumentaria meu tempo de sono decente.

Cansada das coisas dando errado, mas, pensando em tudo que minha mãe sempre me disse, até em certas coisas que ela disse há menos de um ano, será que está certo insistir em certos pontos? Tem coisas que simplesmente não são pra ser e então, pq não ficar quietinha onde estou tão bem? Ok ok, tem conflitos, neuroses e algumas desorganizações que me incomodam, mas será que não é o melhor pra mim? Pelo menos tenho uma certa privacidade e um canto quente pra estudar de madrugada, além disso não vai ter ninguém reparando se comprei ou não uma caixa de chocolates, só pra desestressar (mesmo isso me fazendo ter malabarismos com o restinho do dinheiro hehe), ninguém vai reparar se eu ficar meia hora a mais que o normal no banho e, principalmente, ninguém vai dar festas que vão até as 5 da manhã, me impedindo de dormir direito e tendo que aguentar gente totalmente embrigada pelos corredores na manhã seguinte.
É, talvez o melhor seja colocar o que ganhei no bolso e ficar onde estou, mesmo que seja tremendamente desgastante depender economicamente de outras pessoas, por mais que eu as ame.

Agora é melhor eu voltar pra economia cubana do século XVIII, senão ferro com mais um semestre naquela faculdade!


Ah! Meu presente de dia dos namorados, perfeito, como eu já disse, sorte minha ter um namorado que sabe que eu gosto de sentimentalidades ^^

quinta-feira, 12 de junho de 2008

É cada uma que aparece...

Estava eu, tranquilamente lendo a crônica do Marcelo Rubens Paiva do último sábado (7/6) no Estadão, resolvi então abrir a página inicial para ver as notícias de hoje, lá encontro um link sobre duas adolescentes, uma de 15 e outra de 16 anos, aqui de São Paulo que tinham desaparecido na quinta e foram encontradas ontem a noite no interior de Santa Catarina.
Fui ler a matéria e, no final, me deparo com essa declaração da mãe de uma delas, a de 16 anos:
"Vamos conversar bastante quando ela chegar, bastante mesmo (...) Acho que ela fugiu porque achava o colégio muito opressivo, queria mudar de lá. Também acho que a Giovanna incentivou ela a fugir, não tem outra explicação. Acho que essa história deu muito pano para manga para ser discutido, muito assunto em pauta. Os pais não sabem o que os filhos pensam, não existe comunicação dentro da família, até que acontece algo como isso. Não vou colocá-la de castigo, isso não, mas vamos ter que conversar."

Leram a parte que eu grifei? Ok, agora me digam, é ou não absurdo?
Porque, das duas uma, ou ela considera a filha uma pessoa totalmente influênciável e sem personalidade, ou ela considera a filha uma santa que só foi com a amiga para protegê-la!
O final dessa história provavelmente não será divulgado na mídia, mas posso apostar como essa mãe vai afastar sua amada e preciosa filhinha da "amiguinha-má-influência" e muda-la de colégio, afinal ela está num "muito opressivo", mas afinal, o que é um colégio muito opressivo? Bem, como eu saí faz pouco dos meus 16 anos, acho que posso palpitar, provavelmente é um colégio em que ela tem que estudar bastante e não pode namorar, mas afinal, colégio é ou não pra estudar?
Outra coisa, com 16 anos é possível votar, ou seja, escolher quem vai governar sua cidade, quem vai fazer as leis, quem vai governar o país e, em alguns países, já é possível dirigir, será que também não é possível já escolher o que vai fazer da vida? Se vai ou não fugir, se vai ou não fingir que é maior de idade e tentar comprar bebida, se vai ou não usar anticoncepcional, se vai ou não transar e etc etc etc?
Como minha mãe sempre disse "Cada um enxerga o que quer", mas acho que, se a mãe dessa menina continuar enxergando o que está querendo atualmente, um dia vai se surpreender ainda mais com os atos da filha.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Amizade - gratuita e sem outras intenções

Conversas que giram entre namoros que deram errado, meninas neuróticas, solidão, suicídio, depressão, sexo, bebedeiras, Bjork, trilhas sonoras legais, filmes de Clint Eastwood, sexo, pessoas estranhas andando na rua, “vamos atropelar alguém”, provas e trabalhos, falar mal de gente que conhecemos, família e faculdade.
Engraçado, quando o conheci ele era uma pessoa muito mais quieta e estava bem mal, mas ainda assim nossa identificação foi imediata e falamos sobre coisas meio barra pesada, tipo suicídio e auto-flagelação, tudo naturalmente, acho que sacamos logo que ali estava alguém que entenderia tudo o que tínhamos pra dizer. Soube que ele ia prestar vestibular pro curso que eu já estava fazendo, desejei sorte e que dali alguns meses, eu pudesse sujá-lo um pouco de tinta.
Meses se passaram, não tive mais notícias, não peguei e-mail, telefone e só sabia seu primeiro nome, deixei as coisas seguirem. Saiu o resultado do vestibular, tinha uns quatro caras com o mesmo nome e, sem o sobrenome, não consegui descobrir se havia passado ou não, me restou torcer pra encontrá-lo algum dia.
Primeira aula de Ibérica desse ano, vi de longe e não tive certeza, também não veio falar comigo, achei que tinha me enganado.
Segunda aula, tinha que arranjar algum grupo de seminário, não agüentei e fui perguntar se ele era quem eu estava pensando, não só era, como também lembrava de mim. Sentei ao seu lado e logo fui apresentada para um outro rapaz, tão sem grupo quanto nós e, aos poucos, fomos arrecadando gente pro nosso grupo.
Semana seguinte, aula e mais conversas, biblioteca e depois perder a hora da aula conversando no estacionamento, final da história, novamente trazida em casa e no dia seguinte, matar aula pra ir a cervejada com ele e o outro moço tão-sem-grupo-quanto-nós. Risadas e mais risadas e ser deixada na porta de casa depois da meia noite.
Rotina de conversas cada vez maiores, apresentar amigas solteiras pra ele, torcer pra dar certo e consolar quando deu errado, ajudar a achar livros na biblioteca e trocar bilhetes durante os seminários pra espantar o tédio.
Durante as conversas, a sensação de que, ali estava alguém que nos entendia muito bem, que passava por muitos conflitos parecidos, que tinha altos e baixos (profundos), que se apaixonou e sofreu, que estava apaixonada e feliz, que não tinham uma vida perfeita, que muita coisa podia ser melhorada, mas que ainda assim, hoje as coisas eram menos difíceis por contarem com alguém que os entendia daquela maneira.
Se estavam apaixonados? Muito, mas não um pelo outro. O sentimento existente ali era algo ainda muito novo, mas que cheirava a fraternidade pura, daquele tipo que faz você esquecer se o outro ali em frente é ou não do mesmo sexo que você, porque, honestamente, isso não faz diferença, você se identifica com a mente daquela pessoa, não com seus feromônios.
Hoje ele é um rapaz que ri muito mais, tanto que, às vezes, ela tem que mandar ele ficar quieto. Parecem estar menos solitários, provavelmente porque sabem que se a atitude mais drástica for tomada, alguém, ao menos uma pessoa em todo o mundo, vai entendê-los, vai saber o porque disso e não vai ficar julgando se o que foi feito era ou não moralmente certo, porque só quem já carregou, ou carrega esse peso, pode entender o que se faz para se livrar dele.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Humor oscilante mas bom

Engraçado como pequenas coisas mudam mesmo o seu dia, lá estava eu, domingo passado na casa dos meus pais lendo o jornal, no caderno de variedades sempre tem uma coluna do Paulo Coelho e eu, que sempre gostei dele e nunca neguei isso, fui lá ler o que o moço tinha escrito.
Estranhei logo o título, achei que o diagramador do jornal tinha feito bobagem, ou que (finalmente!) eu teria ali a prova de que aquela era uma “coluna pirata”, o título era algo como “Elegância e Postura”, mas não, a coluna não era falsa e nem o diagramador fizera bobagem, o que acontece é que eu, que não lia nada do Paulo Coelho há semanas, tinha esquecido que, muitas vezes, ele utiliza temas banais para falar do espiritual.
Finalmente achei alguém que teve argumentos para me fazer cuidar melhor da minha postura, sempre fui do tipo que anda meio largada e só tomo cuidado quando fico muito tempo na frente do micro, mas isso só dps de diversas vezes experimentar os músculos do pescoço queimando de dor.
Na coluna Paulo Coelho disse que a postura influencia muito em como nos sentimos, que ombros corretamente colocados e testa relaxada produzem melhoras em nosso humor. Apesar de meio metida a bruxinha, sou meio cética com certas coisas, mas resolvi experimentar o que estava ali escrito e estou há dois dias cuidando sempre para que minhas costas estejam mais retas, não ao estilo militar, mas de um jeito que me deixe confortável (só colocando a coluna no lugar, sem forçar a musculatura sabe?) e cuidando também para não andar de testa enrugada.
O resultado?
Meu humor está melhor e estou me irritando menos com o mundo. Um sorriso leve anda pairando nos meus lábios, meio que sem motivo mesmo e, ao que tudo indica, as pessoas tem me tratado melhor!
É, acho que agora poderei dar um descanso para o lado quiropata da minha irmã!