quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ódio



Sabe o que eu mais odeio no mundo, mais do que tudo?
Trairagem.
Eu odeio isso, porque eu sou muito honesta sobre o que sinto e penso.
Quando eu não gosto de alguém eu não vou tratar a pessoa mal, mas tampouco ficarei de agradinhos. Quando eu acho que alguém próximo a mim está fazendo algo errado eu vou chegar e falar na lata. Quando uma atitude me desagrada eu deixo isso claro.
Porque comunicação é tudo. Sem comunicação não dá pra viver.
O pior é que quem é traíra não faz as coisas pelas costas simplesmente porque não quer se comunicar, faz porque é sacana e filha da puta mesmo.

Eu não gosto de críticas, escuto, aceito, mas não gosto, ainda assim eu sempre digo pra minha chefe, pros meus amigos, família, namorado, pipoqueiro da esquina:
"O dia em que eu fizer algo que te desagrade, o dia em que eu não corresponder a sua expectativa chega e me fala, pra eu poder me esforçar mais".
Agora fulano chegar e falar mal de você pelas costas, fazer tua caveira sem que você esteja presente, sem te dar chance de se defender? Isso eu não aceito.
Pra mim isso é coisa de criança, intriguinha de quarta série.
Por isso eu não dou confiança pra quem não se mostra honesto o suficiente pra me dizer o que pensa, porque (felizmente) eu já saí da quarta série faz tempo e, no meu mundo, adulto tem mais é que assumir as consequencias pelo que faz, pensa ou fala e quem faz qualquer uma dessas coisas pelas costas não merece que eu sequer perceba sua existência.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

"I'm strong on the surface"



Sabe aqueles dias em que você acorda se sentindo a última das criaturas? Quando tudo o que você quer é um bom abraço e uma voz no seu ouvido te dizendo que você é legal e que tudo vai melhorar?
Pois é, acordei assim, sem mais nem porque.
Pra resolver a situação coloquei o "Minutes to Midnight" do Linkin Park pra tocar e estou aqui me consolando com a voz do Chester Bennington, cantando "Leave Out All To Rest", já que o namorado nem tá aqui pra abraçar.
É engraçado como Linkin Park é uma banda significativa na minha vida. Conheci eles quando tinha uns 15/16 e ouvi "Hybrid Teory" e "Meteora" até furar o cd, depois enjoei e fiquei um tempo sem ouvir nada deles, mas sempre que eu não estou bem por um motivo não identificado corro de volta pra eles.
Lembro que quando eu começei nesse negócio de blogs, lá pelos idos de 2003, fiz um post de brincadeira dizendo como teria que ser o homem perfeito para mim e uma das coisas que inclui foi a voz do Chester.
Sabe aquela voz que te encanta, que te dá vontade de ficar de mãos dadas com o dono da bendita, só ouvindo ele falar, mal respirando para não perder nenhuma entonação? Pois bem, pra mim a voz dele é assim, como um misto de calmante com estimulante, porque ao mesmo tempo que consola, também anima, como uma promessa de que as coisas vão melhorar.
E eu realmente espero que melhorem, mas só pra ajudar, acho que vou aproveitar essa hora do almoço e comprar um belo sorvete de chocolate pra me animar =)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Perigo!


Ah minha santa!
Esse ano tá começando bem, ainda em Janeiro e minha TPM começou 14 (é senhoras e senhores, C-A-T-O-R-Z-E dias) antes da menstruação.
Então se alguém começar uma guerra nuclear nessas próximas duas semanas, podem apostar, fui eu!
Normalmente eu tenho TPM 10 dias antes de menstruar, em meses abençoados, apenas 7 dias, mas não dessa vez, agora eu vou ter que me aguentar de TPM por duas semanas.
Duas semanas inteirinhas!!!!
O pior é que eu sei que estou assim, vou avisar meio mundo pra nem chegar perto pra não ser mordido (saca zumbi? então entendeu como serão as mordidas) e ainda assim vai ter neguinho vindo dar uma de engraçadinho. Daí você dá uma voadora e ele sai chorando, que você é chata e mimimi.
Vontade de mandar pra putaqueopariu!

Isso foi só um desabafo, ainda não bati em ninguém, tô puta é com a minha TPM mesmo, que resolveu me sacanear esse mês.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Insônia


Adormecida
[profundamente]
a meu lado

Entre cada batida de seu coração
...
....
.....
jazia a eternidade

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Cansaço



Sabe quando o dia é tão corrido que você mal nota ele passar?
Pois então, hoje foi assim.
Eu pisquei em Jacareí e quando reabri os olhos já estava em São Paulo.
Respirei no Tietê e expirei no Ipiranga.
Dei "bom dia" num segundo e dois segundos depois já tive que dizer "tchau".
Nem senti o dia passar. Odeio isso, porque me dá a sensação de que não consegui aproveitar nada, que foi tudo tão efêmero que podia nem ter ocorrido e, além de tudo, dias assim me exaurem, sugam as minhas forças mais do que uma semana inteira bem vivida.

Meu desejo pra essa semana é que ela seja marcante de coisas boas e que essas coisas sejam bem vividas, porque quando isso acontece eu sinto minha bateria interna recarregar e tudo o que eu preciso pra esse final de ano é isso, pilhas novas!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Adeus

Ele veio e sei foi rapidamente, um tempo tão breve que poderia ser descrito como uma brisa.
Ainda não entendo por que, não sei por que tirar a vida de um ser tão pequeno e inocente.
Acredito que tudo tem uma razão e que leis que estão muito além da minha limitada compreensão podem explicar tudo isso, mas essa certeza não me dá a paz que eu gostaria.
Foram menos de 48 horas, mas foram horas marcantes e plenas de alegria e esperança.
Eu sabia que as chances eram quase nulas, eu sabia que estava lutando contra as leis da natureza, mas eu sabia que, se não tentasse estaria lutando contra meus instintos.
Ele era pequenino, tanto que nem preenchia a palma da minha mão, seu coração batia tão rápido que parecia que a qualquer momento iria infartar.
Ele me deu a graça de seu primeiro abrir de olhos e de seus primeiros piados.
Principalmente, me deu o presente incomparável de sua confiança, de se sentir confortável em minhas mãos. Mãos tão humanas e tão diferentes de tudo o que ele conhecera até então.
Não tenho raiva de seus pais por terem colocado ele para fora do ninho, ele era mais fraco e, por essas leis que não entendo, o esforço para cuidar dos filhotes deve ser investido apenas nos mais fortes.
Não me sinto frustrada, porque fiz aquilo que estava ao meu alcance para deixa-lo confortável.
Só sinto uma tristeza profunda ao pensar na saudade que sinto dele, ao lembrar do quão duro foi colocar seu pequenino corpo na terra e dizer "adeus".
Eu realmente queria que ele sobrevivesse, não para poder me orgulhar de ter feito isso, mas para um dia poder vê-lo voar livremente, mas as probabilidades estavam todas contra nós e elas ganharam, infelizmente.
A única coisa boa nisso tudo é que eu sinto que em algum lugar, que com certeza é bem melhor do que aqui, tem uma pequena alma feliz que talvez se lembre de mim e de meu amor.

Adeus pequeno passarinho, eu te amei muito apesar do nosso pouco tempo juntos.

O tempo todo essa sequencia de "Calvin e Haroldo" não saiu da minha cabeça, acho que é a melhor explicação pra tudo o que eu senti e ainda estou sentindo...
(clica que fica maior e melhor para ler)



quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

TPM



Por quê? Alguém me explica por que justamente quando estamos na TPM todo mundo resolve testar nossa paciência?
Tô aqui respirando fundo pra não mandar ninguém pro inferno, mas tá difícil viu!
É namorado que esquece que você existe.
Colega de trabalho que resolve te pedir pra refazer as coisas.
É ter que ficar no trabalho até as 17h, mesmo já tendo feito hora extra até dizer chega na semana anterior.
O pior é que justamente hoje o trabalho vai ser corrido depois do almoço, porque todo mundo resolveu usar o auditório e a besta aqui tem que correr pra arrumar tudo, a chefe vai ajudar, mas é aquela coisa, se ela resolver ficar só tomando cafezinho eu nem posso reclamar, porque ela sempre é um amor comigo...nessas horas eu queria conseguir ser bem filha da p*ta mesmo!

Posso ficar trancada numa caverna até semana que vem, sem o risco de assassinar ninguém?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Amor



Eu sou monogâmica.
Talvez essa afirmação possa parecer estúpida de tão óbvia, mas o caso é que as pessoas as vezes se surpreendem quando levam em conta que quem diz isso é uma universitária de 23 anos que faz História na USP, afinal, eu devia ser é uma maconheira que quer mais é transar com meio mundo.
Acontece que eu não sou nada disso. Quase não bebo, nunca usei drogas e nem tenho nenhuma vontade de usar um dia e, ainda por cima, sou monogâmica.
Sou monogâmica porque só consigo me envolver com alguém estando apaixonada e só consigo me apaixonar profunda e intensamente e não há espaço, em mim, para estar intensamente apaixonada por mais de uma pessoa ao mesmo tempo, logo sou naturalmente monogâmica.
O que não significa que eu seja contra a poligamia. Eu sou é a favor do direito de escolha de cada um. Acho que se um casal vive bem em um relacionamento aberto, ótimo pra eles, ninguém tem o direito de apontar o dedo e dizer que eles estão errados, assim como ninguém tem o direito de me dizer que eu tenho a obrigação de topar um relacionamento aberto.
Acontece que eu sou possessiva. Sou mesmo e assumo isso, até porque depois de assumir a possessividade fica bem mais fácil não se deixar levar pelos monstros no nosso armário mental que tentam nos convencer que fulano pode te trair a qualquer momento. Além disso, eu não gosto apenas da sensação de possuir alguém (porque, vamos combinar, possessividade é basicamente isso!), mas também gosto muito da sensação de pertencimento a outro.
Gosto muito, muito mesmo, quando Othon me abraça e diz “Minha!”. Dá um calorzinho gostoso aqui dentro, de saber que quem eu amo me ama da mesma maneira.
E nesse sentido de pertencimento é que eu gosto tanto das nossas alianças. Porque eu as olho não como um símbolo pro resto do mundo (mesmo sabendo que elas também tem essa função), mas como um símbolo nosso, só meu e dele, de que a gente se ama, de que a gente se pertence e que, mesmo fisicamente longe grande parte do tempo, estamos sempre juntos, mesmo que só em pensamento.
Pra mim elas também são um símbolo de que nós dois topamos enfrentar a loucura que é construir essa relação, porque a gente se ama muito, mas também é muito diferente em certos aspectos e, as vezes, quando eu tenho vontade de simplesmente desistir, porque parece que a gente nunca vai dar certo (aqueles cinco minutos em que você sente vontade de abrir a cabeça da pessoa com um machado pra ver se faz aquela idéia entrar ali, sabe?) eu olho pra minha mão, vejo essa aliança e lembro do quanto eu o amo, do quanto a gente já viveu juntos e percebo que, se ele aceitasse todas as minhas idéias malucas ele não seria ele mesmo e eu não o amaria tanto.
Por isso que, pra mim, essa coisa simples, esse círculo feito em prata é tão importante, porque me lembra que eu o amo pelo simples fato de ele ser ele.


Imagem daqui (achei via google): http://liviabvb.blogspot.com/2010/06/alianca.html

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Reflexões


A Noiva do Vento - Oscar Kokoschka

Segunda passada (26/07) fomos assistir a apresentação da Orquestra Sinfônica no Teatro Municipal de SJC.
Eles tocaram a Sinfonia Nº 104 "Londres", de Haydn e o sexteto de cordas "Noite Transfigurada" de Arnold Schöenberg. Durante a execução de "Noite Transfigurada" foi exibida uma animação, no fundo do palco, com a imagem que ilustra esse post.
Eu devo confessar que entendo lhufas de música erudita, apenas percebo o que me agrada, e confesso que a sinfonia de Haydn me arrebatou desde o início, chegando a me deixar com os olhos úmidos.
Enquanto ouvia a música e via os músicos e o maestro (Marcello Stasi) tão arrebatados no exercício de expor aquela obra para o público eu ficava me perguntando como é possível que a humanidade seja capaz de criar uma obra tão bela e, ao mesmo tempo, crie algo tão terrível quanto os campos de concentração?
Que bicho somos nós que nos extasiamos com uma obra de arte, que podemos passar horas e horas olhando as pinturas dos grandes mestres renascentistas, mas fechamos os olhos para a fome e a miséria alheias?
Como é possível que tanta gente possa desperdiçar todos os dias alimento enquanto tantos passam fome? Como é possível que alguém ainda hoje possa apoiar uma atitude racista/facista/sexista?

Como?!

Nessas horas minha desesperança com a humanidade cresce vertiginosamente.

Ironicamente, após o intervalo, tivemos "Noite Transfigurada", obra baseada num poema de Richard Dehmel cuja "(...) obra descreve um homem e uma mulher, caminhando através de um obscuro bosque e, sob a luz do luar, a mulher confessa ao seu amado estar grávida de outro homem.", dada minha falta de confiança no ser humano eu já imaginava o homem irado, matando a mulher a punhaladas, mas o que acontece é que ele, devido ao amor que sentia por ela e ao amor que ela lhe havia dado diz então que a perdoa e que, por obra desse imenso amor, aquele filho que ela carregava seria transfigurado para filho dele também.
Confesso que, infelizmente, não me arrebatei tanto com essa parte do concerto, talvez porque sou naturalmente pessimista e não acredito muito em finais felizes, talvez porque a própria orquestra não se mostrava muito segura e desenvolta na execução da peça (foi a primeira vez que foi executada em público).
Enfim, ouvi a música pensando em qual seria minha reação se eu fosse o homem em questão e até agora não cheguei a conclusão nenhuma...toda a vez que me decido por não perdoar me sinto tão cruel quanto aqueles que fecham seus olhos a miséria do seu semelhante e que negam perdão aqueles que se arrependem e, toda a vez que me decido por perdoar me pergunto se não estou perdoando apenas para tentar ser melhor do que aqueles que eu critico.

É por isso que eu prefiro os animais, tudo mais simples e com menos crueldade.


Fonte da imagem e bom texto sobre o quadro: http://www.etudogentemorta.com/2009/12/a-noiva-do-vento/

domingo, 25 de julho de 2010

Sobre decepção




As vezes eu acho que ainda tenho cinco anos, porque quando me dizem que vai acontecer tal coisa (seja um eclipse total do sol, seja uma voltinha no quarteirão) eu fico esperando, ansiosamente, e quando não acontece o que foi dito eu fico decepcionada, muito decepcionada.
Eu tento me educar e me conscientizar para o fato de que as decepções fazem parte da vida e que eu já devia ter me acostumado com elas há séculos, mas não consigo, porque em parte eu ainda sou uma criança que acredita na palavra dos outros.
O maior problema que isso me traz é que, com o passar do tempo, se a pessoa continuar me frustrando eu perco a confiança no que ela me fala e é essa a pior parte, porque a partir desse momento, podem me falar o que for, que eu vou ficar com a pulga atrás da orelha. O ruim é que pra me decepcionar não precisa de muita coisa, basta me dizer que vai ligar e não ligar, ou que vamos fazer uma determinada coisa e depois cancelar bem em cima da hora, ou pior, nem me avisar que foi cancelado.
Quando me decepcionam eu fico frustrada e extremamente triste, principalmente se for recorrente, mas como eu odeio deixar que alguém veja que me magoou eu rapidamente transformo a tristeza em raiva, ironia e muita acidez, talvez por isso seja tão difícil notar quando eu fico magoada com alguma coisa.
Outra “arma defensiva” que eu criei com o passar do tempo é sempre achar que as coisas vão dar errado, partir do princípio que não vão gostar de mim ou que na hora “h” vai ser tudo cancelado. Como me disse um amigo da faculdade esse é um mecanismo pra evitar a frustração e eu devo dizer que funciona muitíssimo bem, obrigada. Algumas pessoas vêem nesse mecanismo o inconveniente de eu ser uma pessoa pessimista, mas convenhamos, partir do princípio que tudo vai dar errado é melhor porque você já sai preparado pra decepção, então se as coisas derem certo, mesmo que bem pouco certo, você já sai ganhando.
E quando se tem o tipo de reação a decepção que eu tenho, essa é com certeza a melhor saída.