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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Through Glass



"Cause I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
All I know is that it feels like forever
When no one ever tells you that forever
Feels like home, sitting all alone inside your head

And it's the stars
The stars
That shine for you
And it's the stars
The stars
That lie to you..."

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Good Bye



É difícil entender a brevidade de certas coisas.
Principalmente a brevidade da vida.
Você sempre espera ter um dia a mais, cinco minutos que seja, pra dizer o quanto alguém é especial e daí, de repente, essa pessoa é arrebatada de você.
Assim, do nada, num segundo ela para de respirar, o coração cansa de bater e você perde alguém que ajudou a iluminar sua infância.

Nessas horas parece que a minha memória resgata e se agarra a cada mísera lembrança. Do cheiro dela, da escada em caracol da casa dela, do jeito dela de falar e do amor que ela demonstrava pela filha única e depois pelo neto, do respeito pela mãe, dos olhares cúmplices com os irmãos, das histórias de infância que me foram contadas aos poucos.

Eu vou sentir saudades, não nego. Vou sentir um remorso por não ter passado mais tempo junto, mas estou tranquila porque sei que a vida dela pode não ter sido fácil, mas teve seus bons momentos e suas conquistas importantes.

Bye bye Tia Ione, nos encontramos de novo algum dia.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Adeus

Ele veio e sei foi rapidamente, um tempo tão breve que poderia ser descrito como uma brisa.
Ainda não entendo por que, não sei por que tirar a vida de um ser tão pequeno e inocente.
Acredito que tudo tem uma razão e que leis que estão muito além da minha limitada compreensão podem explicar tudo isso, mas essa certeza não me dá a paz que eu gostaria.
Foram menos de 48 horas, mas foram horas marcantes e plenas de alegria e esperança.
Eu sabia que as chances eram quase nulas, eu sabia que estava lutando contra as leis da natureza, mas eu sabia que, se não tentasse estaria lutando contra meus instintos.
Ele era pequenino, tanto que nem preenchia a palma da minha mão, seu coração batia tão rápido que parecia que a qualquer momento iria infartar.
Ele me deu a graça de seu primeiro abrir de olhos e de seus primeiros piados.
Principalmente, me deu o presente incomparável de sua confiança, de se sentir confortável em minhas mãos. Mãos tão humanas e tão diferentes de tudo o que ele conhecera até então.
Não tenho raiva de seus pais por terem colocado ele para fora do ninho, ele era mais fraco e, por essas leis que não entendo, o esforço para cuidar dos filhotes deve ser investido apenas nos mais fortes.
Não me sinto frustrada, porque fiz aquilo que estava ao meu alcance para deixa-lo confortável.
Só sinto uma tristeza profunda ao pensar na saudade que sinto dele, ao lembrar do quão duro foi colocar seu pequenino corpo na terra e dizer "adeus".
Eu realmente queria que ele sobrevivesse, não para poder me orgulhar de ter feito isso, mas para um dia poder vê-lo voar livremente, mas as probabilidades estavam todas contra nós e elas ganharam, infelizmente.
A única coisa boa nisso tudo é que eu sinto que em algum lugar, que com certeza é bem melhor do que aqui, tem uma pequena alma feliz que talvez se lembre de mim e de meu amor.

Adeus pequeno passarinho, eu te amei muito apesar do nosso pouco tempo juntos.

O tempo todo essa sequencia de "Calvin e Haroldo" não saiu da minha cabeça, acho que é a melhor explicação pra tudo o que eu senti e ainda estou sentindo...
(clica que fica maior e melhor para ler)