sábado, 24 de novembro de 2007

Capitulo 2 (ou é a parte 2 do capitulo 1?)

Se Arthur podia ser resumido em uma palavra, para Amanda essa palavra era “competitivo”, desde a primeira conversa, sempre que eles discutiam o que quer que fosse, ele queria ganhar, isso muitas vezes era cansativo, mas ao mesmo tempo divertido, principalmente porque ela também gostava de discutir e ganhar.
Logo eles chegaram ao edifício onde Arthur morava que desceu do carro e ofereceu a mão para ajuda-la, quando Amanda desceu do carro quase engasgou pela segunda vez naquela noite, ela conhecia um pouco de imóveis, até porque esses eram um de seus principais investimentos e o prédio diante do qual estavam era um dos metros quadrados mais caros da cidade e era ali que Arthur morava.
“Decididamente garota, esse cara é exageradamente mais rico do que você imaginava”
Eles entraram no luxuoso hall do edifício e foram direto para o elevador, em alguns segundos, Amanda não sabia precisar quantos, mas definitivamente foi em menos de um minuto, chegaram ao apartamento de Arthur.
Assim como Amanda, ele morava sozinho há algum tempo, mas diferentemente dela, ele tinha empregados para cuidar do apartamento e quando Amanda entrou nele entendeu porque, era simplesmente enorme e certamente um rapaz que morasse sozinho, trabalhasse e estudasse jamais teria tempo para deixar um apartamento tão organizado e limpo como aquele estava.
Arthur ligou uma luz indireta e ela pode ter uma visão parcial da decoração apurada do apartamento, certamente aquilo era obra de algum decorador, mas Amanda não podia negar que ainda assim a sala tinha uma aparência extremamente confortável, com dois sofás espaçosos e de aparência macia, um dos quais coberto parcialmente por uma manta de algodão cru.
-- Quer beber alguma coisa? – Arthur perguntou – Água, vinho, refrigerante, chá, suco? Só não ofereço café porque não sei fazer.
-- Aceito o vinho – Amanda respondeu sorrindo.
-- Tinto e seco não é? – Arthur perguntou com um leve sorriso.
-- Isso mesmo – concordou ela aumentando o sorriso.
Arthur serviu o vinho para os dois e a convidou para se sentar.
-- E o problema que você tinha que resolver? – Amanda perguntou para logo depois se arrepender, “e se eu estiver sendo invasiva?”
-- Agora eu preciso esperar os papéis chegarem, Augusto foi busca-los para mim, a burocracia para que você conseguisse entrar no prédio onde fica o escritório seria enorme, então pedi para que ele os trouxesse aqui.
-- Augusto é seu motorista?
-- Isso, motorista, segurança e mordomo.
-- Nossa! Sabe, devo confessar que estou surpresa, você já havia me contado que era rico, mas eu não imaginava que era tanto, só esse apartamento é uma fortuna, sei disso porque andei pesquisando comprar ou não um nesse mesmo prédio.
-- E decidiu por?
-- Comprei e aluguei, imóveis são bons investimentos.
Arthur concordou com a cabeça enquanto colocava a taça na mesinha em frente ao sofá.
-- Imóveis são um investimento seguro, dificilmente se desvalorizam tão rápido quanto ações – respondeu Arthur – e por falar em ações, como vão aquelas em que te convenci a aplicar algum dinheiro?
-- Você sabe que vão muito bem – Amanda respondeu rindo – não se faça de desinformado e por sinal, obrigada pela dica.
-- Não tem de que, você sabe que isso faz parte do meu trabalho.
Uma das grandes ironias daquela relação é que Arthur era sócio de uma firma de advocacia que prestava assistência justamente para Amanda, desde o dia que descobriu isso ele fez questão de cuidar pessoalmente dos interesses dela, inclusive dando-lhe dicas de onde seria melhor investir seu dinheiro.
-- É, mas aquela dica foi por baixo dos panos, você me avisou antes mesmo da informação ser passada para o público em geral...olha...isso pode ser útil pra mim, se algum dia precisar posso te chantegear com isso!
-- Você tem provas?
-- Eu gravo todas as nossas conversas!
-- Eu também – respondeu Arthur sentindo-se enrubescer.
Nesse momento o celular dele vibra de novo e mais uma vez pedindo licença ele se afasta para atender ao telefone.
Amanda fica observando-o, a maneira como ele inclina a cabeça ao ouvir, o leve franzir das sobrancelhas, o óculos de armação fina, os lábios cheios e bem desenhados, sem serem femininos, o maxilar bem definido, ombros retos, ele era o tipo físico pelo qual ela sempre se sentira atraída, alto e magro, Amanda simplesmente não entendia a tara da maioria das mulheres por montes e montes de músculos, “afinal se querem só isso era mais fácil jamais termos saído das cavernas!” ela pensou olhando pra o tapete e rindo.
-- Correndo o risco de ser intrometido, mas o que é tão engraçado?
-- Eu estava pensando na fixação que certas mulheres tem por montes de músculos nos homens, do tipo Arnold Schwarzenegger, sorte que nem todas são assim, senão estaríamos até hoje nas cavernas! Não me sinto nem um pouco atraída por esse tipo de cara.
-- E qual tipo você prefere?
-- Você – Amanda respondeu de ímpeto e teve vontade de cortar a própria língua um milésimo de segundo após a resposta ter saído de sua boca, sentia seu rosto arder de vergonha, jamais era tão desinibida nas respostas, mesmo via internet.
Arthur um tanto desconcertado inclinou-se para pegar sua taça em cima da mesa, esbarrou nela que quase caiu mas conseguiu pega-la e tomar um gole, apesar do leve tremor de suas mãos.
“Pense assim, pelo menos ela te acha atraente, agora é com você mostrar que também acha isso dela...se bem que linda desse jeito ela deve atrair todos os caras que se aproximam!”
“Esse com certeza deve ser o gole de vinho mais longo da história da humanidade”
pensou Amanda “mas ele tem razão, isso lá é coisa que se diga assim na lata pro rapaz! Se duvidar agora ele ta pensando em um jeito de me dispensar...parabéns senhorita Amanda, estragaste tudo!”
Arthur voltou a colocar a taça, agora vazia, na mesinha e aproveitando desse momento em que ela não podia ver seu rosto disse:
-- Bem...você também é o tipo de garota que eu gosto...quer dizer...não que eu me sinta atraído por você só porque você é linda, e isso com certeza você é, mas você também tem um jeito que...que...
-- Que?
-- Que é irresistível. Amanda, com licença – Dizendo isso Arthur se inclinou e a beijou.
Um beijo leve a principio, só o toque dos lábios inicialmente, mas quando a língua dela encostou na dele foi como um pequeno choque elétrico e Arthur a puxou para mais perto de si, entrelaçando os dedos nos cabelos dela e aprofundando o beijo.
Para Amanda aquilo ainda era um pouco irreal, ela se sentia extremamente atraída por ele há meses, mas nunca imaginara que era recíproco e mesmo quando Arthur sugeriu que eles se encontrassem ela não imaginou que eles pudessem acabar se beijando e nem que o beijo dele fosse tão bom, ela podia sentir a maciez dos cabelos dele, a barba levemente áspera, o cheiro amadeirado do perfume e as mãos que a puxavam de encontro a ele de maneira firme.
Nesse momento a campainha toca, uma, duas, três vezes, até que eles escutem. Soltando-a relutantemente Arthur vai abrir a porta, pega a pasta com os documentos que precisa assinar e dispensa o motorista.
Fecha a porta e lentamente volta para o sofá, deixa a pasta em cima da mesinha e olha para Amanda que sorri encabulada e diz:
-- Licença para isso você pode ter certeza que tem.

2 comentários:

Guilherme Campos disse...

acho q num preciso falar mt jah q eu falei contigo no msn...

mas soh vo reforçar q tah ficando tudo bem, e tah tudo correndo como eu esperava... uhashuashuuhshshus

bjo japa, amo vc ^^

Renovatio disse...

nossa realmente incrivel......
amei....